sábado, 10 de abril de 2010

quando eu morrer quero ser plantado ao sol
à merçe da chuva e do vento suão
estardeçer no vazio e mergulhar no orvalho
quero a caricia do mundo na palma da mão

do lado de cá do muro onde a verdade esmoreçe
onde a noite é mais longa e a solidão arrefeçe
quero rir como um louco do castigo  da carne
adormecer pouco a pouco na culpa que arde

quando eu me for deste mundo para outro
serei vaga passagem ou um suspiro afoito
um poema vazio em silêncios devassos
quanto a sola das sombras que trago nos passos


...